sábado, novembro 26, 2016

Oi amor, sou eu de novo. Quando dá essas crises de paixão aguda eu venho aqui escrever pra você. Escrevo porquê o sentimento não cabe dentro do meu coraçãozinho. Imagino milhões de aventuras com você. Ver o pôr do sol no alto de uma montanha, pescar num lago daqueles beeeem calmos, deitar numa rede e ficar olhando as estrelas. Imagino nós dois bem velhinhos, você rabugento, é claro, e eu rindo das suas reclamações. Ambos sentados em uma varanda em frente ao jardim com passarinhos e algum cachorro bobão correndo atrás das borboletas. Quero te conhecer. Mas não quero saber aquelas coisas que todo mundo sabe. Quero os seus detalhes, os mais pequenos. Saber dos seus medos, suas vontades mais escondindinhas. Quero ouvir suas lembranças boas e imaginar como seria se eu estivesse vendo, como um filme passando na tevê. Apenas sentir o batimento do seu coração enquanto a noite cai e assim ficar, sempre.

quinta-feira, novembro 24, 2016

amor, separa aquelas luzinhas de natal que eu tanto gosto que vou redecorar seu quarto. ficaremos abraçadinhos iluminados por aquele tom sépia que as luzes dão. deitados na sua cama, escutando o barulho da chuva que cai lá fora, declararemos nosso amor por olhares e selaremos com o beijo mais sincero. sua mão passara por meu corpo suavemente, como pequenos flocos de neve que caem pela janela no inverno. meu coração baterá daquele jeito. sem ritmo e desenfreado, como se fosse sair pela boca. e se sair, segura que é seu. eu te dei. eu te dou. eu me dou. de todas as formas, como desejar.

terça-feira, novembro 22, 2016

Dias de chuva são convidativos para mim. Não sei se é por causa das gotas que caem freneticamente do céu compondo uma música, do rebuliço do vento nas árvores ou do cheiro da terra ao acolher a água para si. Só sei que ela me chama. Me acalma. Ao ouvi-la, meu coração cessa o seu latejar tão intenso e rápido. Ela me leva ao mais profundo mar de pensamentos felizes e ternos. Transforma qualquer dia agitado em algo mais silêncioso, quieto. Torna os beijos mais molhados e apaixonados. Faz com que um dia quente vire diversão para crianças. Um banho de chuva limpa a alma, a mente, o corpo.Trás consigo a inocência, a pureza. Dias de chuva, dias comuns, singelos.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Pegamos um temporal. Entramos em seu apartamento e ele pediu que eu esperasse. Logo voltou com duas toalhas e uma camisa. Me deu uma toalha e a camisa e me mostrou onde era o banheiro pra que eu pudesse me trocar. Sai do banheiro e ele estava no sofá com duas xícaras de chá, me entregou uma e pediu que eu sentasse ao seu lado. As luzes se apagaram. A energia havia acabado.Coloquei minha xícara na pequena mesa em frente ao sofá juntamente com a dele. Meus pés ficaram inquietos. Sacudia-os prum lado e pro outro. Sentados naquela pequena sala com a falta de luz, escutando apenas o som de nossas respirações e a sensação de outro corpo quente e molhado pela chuva. Assim que aquele silêncio começou a se tornar insuportável, senti uma de suas mãos em meu cabelo. Entrei em estado de choque. Paralisada sentia ele se aproximando e virando meu rosto para o seu lado. Vi seus olhos. profundos como o oceano, me olhando, me devorando e engolindo. Sentia pequenos espasmos pelo corpo. Ele se aproximou até tocar sua boca na minha. Deslizando sua mão pelo meu cabelo até as costas onde me puxou pro seu colo. Podia sentir o calor do peito nu dele entre a blusa e o meu corpo. Suas mãos me seguravam forte e percorriam toda a extensão do meu corpo. Meus braços pendurados em seu pescoço foram forçados a se levantar enquanto ele subia minha blusa. Meu cabelo caiu levemente em minhas costas nuas. Me puxou novamente. Senti pequenos choques ao encostar meu peito no dele. Seu beijo, um pedaço do paraíso em minha boca. Ele se levantou comigo enroscada em seu quadril e me carregou até seu quarto. Me jogou na cama. Ele parou me olhou um pouco. Um olhar feroz . Um sorriso torto cheio de malicia. Naquele momento não havia mais relógio. Não havia mais ruas, cidades. O mundo não existia. Apenas eu, ele e o barulho da chuva que caía lá fora.

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terça-feira, julho 07, 2015

Depois de um dia cheio, chegamos ao albergue dando risadas de quem havia comido cookies demais - se entende o que quero dizer. O quarto era pequeno e frio, mas naquela noite estava quente e aconchegante. Ele tirou minhas várias camadas de roupa e senti um arrepio, não do frio, mas do seu corpo próximo do meu. Nós havíamos feito aquilo muitas vezes, mas algo naquela noite deixava diferente -talvez fossem os biscoitos,ou não. Ele me beijou colocando suas mãos em minhas costas me deitando levemente na cama. Seus olhos cor de mel estava escuros, prontos para me devorar e eu pronta pra mergulhar.

sexta-feira, maio 08, 2015

Hey you, it's been a long time since we've talked. You were wearing that jacket that I gave to you and your hair was just a mess because of the wind. We were on the park walking, was very cold and silent. Actually in that day we didn't talk much, we just stayed together. I remember your laugh when you said that I looked like a rat because of my red nose and I started to be angry because was the cold that did this with my nose. We were good together, we had a good time, but you just disapeared.

segunda-feira, março 16, 2015

O barulho dos pingos na janela denunciam que a noite foi  chuvosa. Abro os olhos, ainda pesados depois de uma noite profunda de sono. Seu braço cai pesado sobre os meus, ainda está dormindo. Me viro para ficar de frente a você, lentamente para não te acordar. Seu rosto está calmo, como se nada no mundo pudesse te atingir. Passo as pontas dos meus dedos bem devagar, seguindo os traços das têmporas até o queixo. Você dá aquele sorriso torto e abre os olhos, duas balinhas de caramelo me encarando.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Tenho mais rascunhos que publicação.

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