Histórias sem um começo e final. Histórias imaginadas durante um simples passeio ou ao som de uma nova música. Histórias que talvez você tenha vivido ou imaginou viver, ou talvez que não queira nunca viver. Sem começo por que nunca sabemos ao exato quando começam os contos de nossa vida e nem onde vão terminar, são inconstantes, voláteis e algumas vezes formam raízes e se aquietam, formando assim, as histórias.
D ias de chuva são convidativos para mim. Não sei se é por causa das gotas que caem freneticamente do céu compondo uma música, do rebuliço do vento nas árvores ou do cheiro da terra ao acolher a água para si. Só sei que ela me chama. Me acalma . Ao ouvi-la, meu coração cessa o seu latejar tão intenso e rápido. Ela me leva ao mais profundo mar de pensamentos felizes e ternos. Transforma qualquer dia agitado em algo mais silêncioso, quieto. Torna os beijos mais molhados e apaixonados. Faz com que um dia quente vire diversão para crianças. Um banho de chuva limpa a alma, a mente, o corpo. Trás consigo a inocência, a pureza. Dias de chuva, dias comuns, singelos.