Oi amor, sou eu de novo. Quando dá essas crises de paixão aguda eu venho aqui escrever pra você. Escrevo porquê o sentimento não cabe dentro do meu coraçãozinho. Imagino milhões de aventuras com você. Ver o pôr do sol no alto de uma montanha, pescar num lago daqueles beeeem calmos, deitar numa rede e ficar olhando as estrelas. Imagino nós dois bem velhinhos, você rabugento, é claro, e eu rindo das suas reclamações. Ambos sentados em uma varanda em frente ao jardim com passarinhos e algum cachorro bobão correndo atrás das borboletas. Quero te conhecer. Mas não quero saber aquelas coisas que todo mundo sabe. Quero os seus detalhes, os mais pequenos. Saber dos seus medos, suas vontades mais escondindinhas. Quero ouvir suas lembranças boas e imaginar como seria se eu estivesse vendo, como um filme passando na tevê. Apenas sentir o batimento do seu coração enquanto a noite cai e assim ficar, sempre.
amor, separa aquelas luzinhas de natal que eu tanto gosto que vou redecorar seu quarto. ficaremos abraçadinhos iluminados por aquele tom sépia que as luzes dão. deitados na sua cama, escutando o barulho da chuva que cai lá fora, declararemos nosso amor por olhares e selaremos com o beijo mais sincero. sua mão passara por meu corpo suavemente, como pequenos flocos de neve que caem pela janela no inverno. meu coração baterá daquele jeito. sem ritmo e desenfreado, como se fosse sair pela boca. e se sair, segura que é seu. eu te dei. eu te dou. eu me dou. de todas as formas, como desejar.