segunda-feira, novembro 21, 2016

Pegamos um temporal. Entramos em seu apartamento e ele pediu que eu esperasse. Logo voltou com duas toalhas e uma camisa. Me deu uma toalha e a camisa e me mostrou onde era o banheiro pra que eu pudesse me trocar. Sai do banheiro e ele estava no sofá com duas xícaras de chá, me entregou uma e pediu que eu sentasse ao seu lado. As luzes se apagaram. A energia havia acabado.Coloquei minha xícara na pequena mesa em frente ao sofá juntamente com a dele. Meus pés ficaram inquietos. Sacudia-os prum lado e pro outro. Sentados naquela pequena sala com a falta de luz, escutando apenas o som de nossas respirações e a sensação de outro corpo quente e molhado pela chuva. Assim que aquele silêncio começou a se tornar insuportável, senti uma de suas mãos em meu cabelo. Entrei em estado de choque. Paralisada sentia ele se aproximando e virando meu rosto para o seu lado. Vi seus olhos. profundos como o oceano, me olhando, me devorando e engolindo. Sentia pequenos espasmos pelo corpo. Ele se aproximou até tocar sua boca na minha. Deslizando sua mão pelo meu cabelo até as costas onde me puxou pro seu colo. Podia sentir o calor do peito nu dele entre a blusa e o meu corpo. Suas mãos me seguravam forte e percorriam toda a extensão do meu corpo. Meus braços pendurados em seu pescoço foram forçados a se levantar enquanto ele subia minha blusa. Meu cabelo caiu levemente em minhas costas nuas. Me puxou novamente. Senti pequenos choques ao encostar meu peito no dele. Seu beijo, um pedaço do paraíso em minha boca. Ele se levantou comigo enroscada em seu quadril e me carregou até seu quarto. Me jogou na cama. Ele parou me olhou um pouco. Um olhar feroz . Um sorriso torto cheio de malicia. Naquele momento não havia mais relógio. Não havia mais ruas, cidades. O mundo não existia. Apenas eu, ele e o barulho da chuva que caía lá fora.

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